sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

amor em minúscula

sim, existe um livro com esse mesmo nome: amor em minúscula.
faz tempo, mito tempo, que o li. mas, ainda assim, guardo em mim algumas coisas que aprendi com ele. se trata do amor em pequenos detalhes. as pessoas gostam muito de falar sobre amor. costumam dizer aleatoriamente que amam e, provavelmente, acreditam de verdade nisso. eu mesma já acreditei. mas o que é o amor? para mim, e conforme o que tento estudado e experienciado, é mais que um sentimento: também é uma escolha (e talvez esse seja o ponto mais difícil do amor). nos meus vinte e poucos anos falei para um número enorme de pessoas que as amava. será que de fato amava? mesmo? hoje olho ao meu redor e grande parte delas não faz parte da minha vida - e nem eu da delas. então... onde foi parar o amor? é possível amar apenas por um determinado tempo? é preciso amar sem estar/se fazer presente? é muito fácil "amar" e fazer parte do mundo de alguém quando essa pessoa se encaixa exatamente na sua rotina (amigos de faculdade, trabalho, etc), é fácil também quando é um amor superficial,  no qual você não precisa se doar muito... não sei bem qual a intenção desse texto e é meio estranho escrever aqui depois de tanto tempo, mas tenho pensado muito sobre o amor. e escrever aqui é quase escrever para a sofia ou para mim mesma, me ajuda a organizar os pensamentos.. bom, li num outro livro que amar todo mundo em geral é a mesma coisa que não amar ninguém especificamente. penso nesse momento de Jesus... Ele amou toda a humanidade amando cada pessoa que passou por Ele, amou individualmente e pessoalmente cada um deles. fico pensando como aplicar isso na minha vida. confesso que tenho um pouco de medo da compaixão/empatia porque, em mim, ela tem um efeito paralisante. sofro com a dor do outro e não sei muito bem o que fazer com essa dor que também sinto, não consigo transformá-la imediatamente em ajuda, em abraço, em palavras (aliás, não sei lidar com palavras). e algumas situações urgem ação! eu demoro muito pensando e pensando, refletindo e refletindo com meus próprios botões. sempre fui um pouco introspectiva, nunca soube bem como lidar com palavras e pessoas, embora por fora pareça alegre e extrovertida (sempre me falam isso). é um pouco complicado... às vezes até dói um pouco, parece algum tipo de farsa conscientemente montada, mas sei que não é. tenho pensado em maneiras de agir, ao invés de pensar tanto. gostaria tanto de ter ajuda e tenho orado por isso. gostaria muito de ser uma pessoa melhor a cada nascer do dia... não para parecer mais cool e popular, mas para cumprir o propósito de estar aqui:  ser sal&luz, tocar pessoas, me relacionar com pessoas, assim como Cristo se relaciona comigo, e amar pessoas - simplesmente por sua humanidade. não sei como terminar esse texto, mas outro dia vi uma frase do leonardo boff que se relaciona bem com o que falei no início desse texto e percebo que amar é cuidar! portanto, quero cuidar mais do outro, do mundo e de mim (como diria  a música do ray lima). cuidar nos pequenos detalhes. cuidar em minúscula.

“o que se opõe ao descuido e ao descaso é o cuidado. cuidar é mais que um ato; é uma atitude. portanto, abrange mais que um momento de atenção. representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro.” leonardo boff

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