domingo, 5 de maio de 2013

o dia que ficou

Hoje vi todas as cores que haviam em você e nunca percebi... tão imersa em mim, tão concentrada nas peculiaridades banais da minha vida. Não vi. Não vejo. E o tormento inclina sobre ti. Só enxergo a mim. Sou egoísta, egocêntrica e todas essas tantas palavras que começam com E e terminam aqui dentro, no centro do meu umbigo. Terminam confundindo quem sou, me afastando de tudo que conheço e pertenço. Hoje não pertenço a nada. Estou perdida nesse labirinto que ajudei a construir.. e minhas mão doem.

Vejo os rostos conhecidos em expressões nunca antes vistas. Todos são estranhos. Circulam pela sala, não se percebem. Eu assisto a tudo e a nada. Não há o que descrever. Não há o que sentir. Apenas quando olho no espelho, feito das mesmas mãos que persegui, sinto algo. Lágrimas fazem um caminho confuso e torto no meu rosto. O caminho brilha com a luz do lugar. Depois de deixar a emoção ir, desejo não olhar para nenhum daqueles rostos. Desejo não ver emoção alguma além da minha. Desejo não estar aqui e não pensar em você.

De repente, tudo ficou tão assustador... as cores se esconderam outra vez?

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